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A história do Brasiliense

Fundado no dia 1º de agosto de 2000, o Brasiliense Futebol Clube chegou ao Distrito Federal com a missão de fazer história e se tornar um dos maiores times da região. No objetivo de se tornar um dos maiores clubes do Centro-Oeste brasileiro, a equipe surpreendeu a todos com uma grande ascensão em poucos anos de existência.

Com as cores predominantes da bandeira do Distrito Federal (verde, amarelo e branco), o Brasiliense tem como mascote oficial, o Jacaré, que chamou atenção e conquistou corações de muitos torcedores.

A equipe, tem como seu estádio oficial o Serejão, em Taguatinga, que foi carinhosamente apelidado de Boca do Jacaré, pois foi palco de muitas glórias e histórias para o time em tão pouco tempo de vida.

Acesso a elite local

Jacaré, o mascote do Brasiliense FC
Jacaré, o mascote do Brasiliense FC

No mesmo ano da fundação, com exatos cinco meses de existência, o Brasiliense obteve sua primeira conquista da história, quando levantou o troféu de campeão da segunda divisão do futebol de Brasília, ao lado da ARUC, garantindo o acesso a primeira divisão local.

No ano seguinte, já na primeira divisão local, o esquadrão amarelo surpreendeu a todos, com o seu grande investimento e conquistou o vice-campeonato candango, perdendo a final para o CFZ, mas tendo o artilheiro do campeonato, Weldon, com 13 gols marcados.

Com a segunda colocação, o Jacaré garantiu, pela primeira vez na história, uma vaga na Copa do Brasil de 2002 e no Brasileirão da Série C do mesmo ano, dando início a um período de ouro e recordes.

Surpresa nacional

Com um elenco de bons jogadores, o Brasiliense, com dois anos de existência disputou a sua primeira Copa do Brasil, no ano de 2002. E com muita raça, surpreendeu grandes adversários da primeira divisão nacional, como Náutico, Fluminense e Atlético-MG, chegando a grande final da competição, sendo o único time do DF a conquistar esse feito.

Na finalíssima, o Jacaré fez dois duelos disputados contra o Corinthians. No Morumbi, em São Paulo, o time paulista venceu por 2 a 1, em jogo polêmico ocasionado pelo árbitro Carlos Eugênio Simon, por diversos erros.

Já no duelo de volta, o Brasiliense empatou em 1 a 1, chegando a sair na frente do placar, com um golaço de falta, do atacante Wellington Dias, mas acabou tomando um gol na reta final da partida, ficando com o vice-campeonato nacional.

Série C, acesso e título

Ainda no mesmo ano, Brasiliense e o CFZ foram os representantes do futebol do DF no Campeonato Brasileiro Série C em 2002.

Os clubes do DF fizeram parte do Grupo 9, juntamente com Anápolis-GO e o Grêmio Esportivo Inhumense, de Inhumas (GO).

Apenas o Brasiliense passou para a Segunda Fase, quando as 32 equipes classificadas da 1ª fase formaram 16 novos grupos de dois clubes cada. Ao levar a melhor sobre o CENA, de Nova Andradina (MS), o Brasiliense classificou-se para a Terceira Fase.

Na Terceira Fase, as 16 equipes classificadas foram divididas em 8 novos grupos, com dois clubes cada. O Brasiliense voltou a enfrentar o Anápolis e superou novamente o clube goiano, classificando para a Quarta Fase.

Já na fase consequente, as 8 equipes classificadas foram divididas em 4 novos grupos, com dois clubes cada. O Brasiliense enfrentou o Villa Nova, de Minas Gerais, ao qual venceu duas vezes e se qualificou para a Fase Final do campeonato.

Os quatro clubes que chegaram à Fase Final foram Brasiliense, Ipatinga, Marília e Nacional Futebol Clube (Amazonas).

Esses quatro clubes se enfrentaram em jogos de ida e volta. O Brasiliense somou mais pontos, tornando-se Campeão Brasileiro da Série C e garantindo uma das duas vagas para a Série B de 2003.

O Jacaré ainda teve os dois artilheiros da competição, com 11 gols, Túlio Maravilha e Wellington Dias e com apenas 2 anos de existência teve uma campanha memorável em 2002, sendo vice-campeão da Copa do Brasil de 2002 e sendo Campeão Campeonato Brasileiro da Série C de 2002.

Série B e primeiro título candango

Depois de dois vice-campeonatos (2001 e 2003) e um terceiro lugar (2002), finalmente o Brasiliense comprovou o favoritismo no campeonato brasiliense de 2004.

Com uma vitória de 1 x 0 sobre o rival Gama, na decisão do returno, antecipou o inédito título no campeonato, dando incentivo par ao Campeonato Brasileiro da Série B, que disputaria no mesmo ano.

Campeão Brasileiro da Série B em 2004

Em um campeonato disputado por diversas equipes tradicionais do futebol brasileiro, o Brasiliense se classificou com folga à segunda fase do torneio após liderar a primeira fase e empolgar a grande torcida que comparecia aos jogos do time.

Na segunda fase o time caiu no grupo com Santa Cruz, Ituano e Fortaleza, e o Brasiliense teve muito trabalho nessa fase, se classificando após um empate em 1 x 1 com o Santa Cruz na última rodada.

No quadrangular final o time teria que encarar os outros 3 melhores clubes da competição que eram Bahia, Avaí e Fortaleza.

O jogo do acesso do time do Distrito Federal à elite brasileira foi contra o Fortaleza. Com gol do zagueiro Durval, o Brasiliense conquistou pela primeira vez o tão sonhado acesso a primeira divisão nacional, com apenas quatro anos de existência.

Para melhorar mais ainda a situação, além do acesso, o Brasiliense sagrou-se Campeonato Brasileiro Série B em 2004 derrotando o Bahia por 3×2 em pleno estádio Fonte Nova.

Busca pela hegemonia local

Após infelizmente ficar um ano na elite nacional, o Jacaré voltou a série B, ficando cinco anos seguidos, consolidando-se como uma das grandes referências nacionais. Porém, no DF, nesse período, o Brasiliense começou a se consolidar de vez, principalmente quando levantou seis títulos seguidos (2004 a 2009), se tornando o único clube do DF a atingir esse feito.

Com nove títulos locais, o Brasiliense, com apenas 19 anos de existência, se aproxima do rival Gama, que tem 11 títulos, assim formando a maior rivalidade da capital federal, inclusive nomeando o duelo em “Clássico Verde-Amarelo”.

Jogadores marcantes 

Durante todos esses anos, o Brasiliense foi marcado pelo alto investimento na equipe. Contratando jogadores e treinadores de nome, grandes escretes foram formadas até então.

Um dos grandes destaques é o meia Wellington Dias, que foi um dos maiores craques, senão o maior da história do Jacaré. O jogador oriundo do futebol goiano chegou ao Brasiliense no ano de 2001, e com um futebol vistoso e de bastante técnica, foi autor de 8 gols na campanha do vice-campeonato da Copa do Brasil 2002, posteriormente foi artilheiro do Brasileirão da série C 2002 com 11 gols, atuou também na conquista do primeiro Campeonato Brasiliense em 2004 e na conquista do Brasileirão da série B 2004.

Ouro que vestiu a camisa do Brasiliense e fez história, foi o meia Iranildo. Revelado pelo Madureira e com passagens marcantes pelo Botafogo e pelo Flamengo. O atleta chegou no Jacaré pela primeira vez em 2001, quando disputou as finais do campeonato candango.

Voltou em 2003 para a Série B e um ano depois, comandou o Brasiliense em sua maior conquista que foi o Brasileirão da série B 2004, na qual carimbou o passaporte para o cobiçado acesso para a elite.

Mesmo com a queda na Série A de 2005, Iranildo ficou no elenco até meados de 2006, quando foi cumprir um ano de contrato no Al Hazm, da Arábia Saudita. Voltou na metade de 2007 e posteriormente conquistou o título do Campeonato Brasiliense de 2011 e retornou 2013 faturando mais um Campeonato Brasiliense.

Iranildo se despediu como recordista de atuações (291) e gols (71) do clube de Taguatinga em suas quatro passagens. Ganhou sete títulos: a Série B de 2004 e seis Campeonato Brasilienses (2005, 2006, 2008, 2009, 2011 e 2013).

Além dos dois citados acima, outros grandes jogadores já vestiram a camisa do Jacaré, como: Marcelinho Carioca, Lúcio, Durval, Túlio Maravilha, Vampeta, Dimba, Cicinho, Júnior Baiano, Alex Silva, Aloísio Chulapa, Oséas, Ruy Cabeção, entre outros.