Foto: André Gomes/Brasiliense FC

O técnico Luan Carlos se apresentou com o elenco do Brasiliense Futebol Clube na última segunda-feira (5/9), no CT do Jacaré. Antes do treino, o treinador teve uma breve conversa com o elenco, e já começou a preparação para a Copa Verde, que segue com a segunda fase sem data definida.

Em conversa com o técnico, Luan Carlos falou sobre suas expectativas para a competição da Copa Verde, resumiu seu diálogo com o elenco, o período de quase dois meses para alinhar o time para a próxima competição e os aprendizados dele como treinador desde a última saída do jacaré, em novembro de 2021.

Com sua volta praticamente dois meses antes da próxima competição, qual sua expectativa e como você se sente em relação à preparação com o elenco?

Me sinto muito feliz com essa volta, a gente sabe que o Brasiliense é um grande clube, uma grande camisa para o futebol brasileiro. E ter a oportunidade de vestir a camisa desse time mais uma vez é muito satisfatório. Como técnico só tenho a agradecer a confiança da diretoria, os jogadores que me receberam muito bem, a equipe técnica da casa que me recebeu muito bem, receberam meu preparador físico Janderson muito bem também. Estamos muito felizes e motivados. Eu e Janderson voltamos para sermos campeões, e sei que para um time ser campeão, precisamos de pessoas qualificadas e motivadas, e aqui no Jacaré o que não falta é qualificação.

Com Brasiliense entrando na Copa Verde na segunda fase da competição, você terá um bom período para conhecer os jogadores. Acha que tem tempo para fazer muitos ajustes até a data de início?

Nós temos um período muito importante para desenvolver o modelo de jogo, eu acredito que o futebol é um jogo de comportamento, e comportamentos para serem qualificados têm que ter hábitos, e hábito é algo que você faz diariamente. Então a gente vai tentar desenvolver ideias, desenvolver o trabalho de acordo com as características dos jogadores, de acordo com aquilo que a gente entende como futebol de qualidade pra potencializar a equipe. Teremos tempo, então minha ideia é conseguir criar uma identidade até lá, e deixo claro que não será a identidade do Luan Carlos, e sim uma identidade do Brasiliense. Na competição espero que o modelo de jogo não seja o modelo de jogo do treinador, e sim um modelo de jogo da equipe. É isso que busco fazer com o grupo até lá. Como disse anteriormente, que seja um modelo de aprendizado, onde todos aprendem, todos crescem, onde todos contribuem para a equipe e principalmente para o clube.

Você estava na Série B, um campeonato mais difícil e com maior visibilidade. Quais foram seus aprendizados no Brusque?

A Série B foi uma experiência muito grande, aprendi demais. Enfrentei adversários do mais alto nível como Cruzeiro, Vasco, Bahia, Sport Recife, Grêmio. Fizemos grandes jogos, grandes confrontos. Então no Brusque eu pude estudar adversários do mais alto calibre, e isso acabou me dando mais experiências, me mostrou vários caminhos, melhorou minha metodologia de treino. Foi uma experiência magnífica, e que vai contribuir muito. Costumo dizer que não trabalho com divisões, trabalho por amor àquilo que eu escolhi. O futebol deu sentido a minha vida, então independente da divisão, independente da competição, eu quero viver no meio do futebol.

Em breve resumo da conversa com o grupo, Luan conta que já conhecia uma boa parte do time, o que acabou facilitando mais a conversa entre eles.

“São jogadores de muita experiência e muita qualidade, então eles tem muito a somar. Eu e Janderson queremos apenas contribuir para o crescimento deles. O que frisei com eles é que estou aqui como treinador, a serviço dos jogadores, e não ao contrário. Precisamos desenvolver um ambiente de aprendizado, e é isso que vamos desenvolver aqui, um aprendendo com o outro, e potencializar o que temos de melhor.”

Stefany Fernanda/Metrópoles/Brasiliense FC