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Estádio

Até 2001, ele era o estádio Elmo Serejo Farias. Foi só o Brasiliense pisar pela primeira vez em seu gramado, no dia 25 de abril daquele ano, que a arena passaria a ser conhecida como Boca do Jacaré e se tornou a casa do Brasiliense e de sua nascente torcida. O Brasiliense abraçou o antigo Serejão, o segundo maior estádio do Distrito Federal, e tornou-o palco dos jogos do Jacaré na cidade, trazendo de volta os torcedores para as arquibancadas do estádio. Entre tantas partidas inesquecíveis já disputadas na Boca do Jacaré, estão a final da Copa do Brasil de 2002, contra o Corinthians, a semifinal da mesma competição, em 2007, frente o Fluminense, e o jogo do acesso para a Série A, em 2004, contra o Fortaleza. A casa do Brasiliense está localizada no Setor de Indústrias de Taguatinga, na QI 8, lotes 73/75, e pode receber até 28 mil torcedores.

O SEREJÃO

O estádio Elmo Serejo Farias foi oficialmente inaugurado no dia 23 de abril de 1978, e batizado com o nome do governador que o ergueu e esteve à frente da administração distrital entre 1974 e 1979. O antigo Serejão, como era conhecido, era gerido pela Administração de Taguatinga e sediava partidas e treinos dos extintos Taguatinga e Atlântida até o dia 9 de outubro de 1999, ano em que foi parcialmente reformado e, mais tarde, viria a ser fechado. O último jogo antes de fechar suas portas foi Atlântida 0 x 4 Bandeirante, válido pela segunda divisão do Campeonato Candango daquele ano. Com a extinção dos dois times da cidade, as atividades no Serejão ficaram paralisadas até abril de 2001, quando a diretoria do Brasiliense arrendou o estádio junto à administração com o intuito de realizar as partidas do Brasiliense no gigante adormecido. A reforma inicial do estádio, financiada pelo Brasiliense Futebol Clube, durou 70 dias e solucionou problemas antigos da arena, como o reparo de alambrados e refletores, completa remodelação dos vestiários, cuidados básicos com o gramado e todas as medidas necessárias para deixar o Serejão em condições de jogo. Por acaso, o primeiro jogo do Brasiliense no estádio aconteceria exatamente dois dias depois do estádio completar 23 anos de existência.

A BOCA DO JACARÉ

Uma boa vitória marca o início da trajetória do Brasiliense em sua nova casa. Pelo Campeonato Candango de 2001, o Brasiliense bateu o tradicional Brasília por 3 x 1, com dois gols marcados por Weldon (aos 18 e 30 minutos do 1º tempo) e outro pelo então capitão Darci (aos 23 do 1º tempo). Cláudio descontou para o primeiro adversário abatido na Boca do Jacaré. A final do estadual daquele ano arrastaria o maior público da história do estádio: foram 34.228 torcedores que assistiram à Brasiliense 1 x 2 Gama, no desfecho de uma campanha que rendeu o vice-campeonato da Primeira Divisão local logo no ano de estreia na competição. Além dos jogos do Brasiliense na Série C, o estádio ainda recebeu, no ano de sua reabertura, jogos da Série A do Campeonato Brasileiro e acolheu times como Botafogo, Cruzeiro, Corinthians, Palmeiras, Atlético (MG) e Fluminense em duelos pela competição nacional. O Flamengo também escolheu a Boca do Jacaré como o palco para as partidas da Copa Mercosul 2001, e foi na arena de Taguatinga que o rubro-negro goleou o Independiente da Argentina por 4 x 0 e assegurou sua vaga nas semifinais do torneio.

No ano seguinte, no entanto, a maior atração dos gramados da Boca do Jacaré foi o próprio Brasiliense. Em 2002, ano que o time foi campeão da Série C, a Boca do Jacaré assistiu o Brasiliense derrubar adversários de expressão como Náutico, Fluminense e Atlético (MG) e chegar até as finais da Copa do Brasil, quando acabou sendo derrotado pelo Corinthians. Em 2004, foi na Boca do Jacaré que jogadores e uma multidão de torcedores comemoraram o acesso para a elite do futebol brasileiro, na histórica partida contra o Fortaleza. Em três dos seis títulos estaduais conquistados pelo Jacaré, a volta olímpica foi dada no seu estádio, nos braços de sua torcida. O Brasiliense acostumou-se a fazer da Boca do Jacaré o lugar propício para vitórias e títulos.

Em 2005, a diretoria do Brasiliense empreendeu uma ampla reforma na Boca do Jacaré.  No campo, foi plantada grama Esmeralda, o terreno foi nivelado e o sistema de drenagem recuperado. Os alambrados foram reforçados e os bancos de reservas, construídos. O sistema de iluminação do estádio foi aperfeiçoado e os vestiários, completamente remodelados, incluindo o acesso ao campo. A sala de musculação anexa ao vestiário do Brasiliense também foi erguida durante esta intervenção. A tribuna de honra foi ampliada e as condições das cabines de rádio foram melhoradas. O campo de apoio foi revitalizado, e o Brasiliense passou a treinar também no estádio.

As acomodações na Boca do Jacaré são divididas em setores: norte e sul, situadas atrás das balizas, oeste e leste, cadeiras e tribuna de honra. O setor leste corresponde à uma nova arquibancada em estrutura metálica, acrescida ao estádio em 2005, que expandiu a capacidade de espectadores no estádio. Recentemente, cadeiras que foram retiradas do Mané Garrincha foram instaladas nos setores oeste e leste do estádio, propiciando mais conforto ao torcedor do Jacaré.

E a Boca do Jacaré vai ampliar seu protagonismo nos próximos anos, quando fará parte da infra-estrutura de Brasília para a Copa do Mundo de 2014. O estádio servirá de local de apoio para os treinos das seleções que disputarem os jogos na capital federal e a completa reestruturação do estádio está na pauta de obras na cidade para o Mundial do Brasil.

Informações gerais da Boca do Jacaré:

  • Capacidade: 28 mil espectadores
  • Data de fundação: 23 de abril de 1978
  • Nome oficial: Estádio Elmo Serejo Farias
  • Recorde de público: 34.228 espectadores (Brasiliense 1 x 2 Gama – final do Campeonato Candango de 2001)
  • Dimensões do campo: 110 metros de comprimento x 75 metros de largura;
  • 3 vestiários, sendo um para o Brasiliense (com sala de musculação, sala de fisioterapia, sala da  comissão técnica, área para recuperação de atletas), um para o time visitante e um para os árbitros;
  • 1 campo de apoio para treinamento;