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2017 Estádio Mané Garrincha
Janela indiscreta: Mané Garrincha, a agonia de um elefante branco
Metropoles.com
05/06/17 - 06h23
DANIEL FERREIRA / METRÓPOLES.COM

Elefante em agonia
A informação de que Via Engenharia e Andrade Gutierrez se recusam a fazer os reparos previstos em contrato no estádio Mané Garrincha pode ser só a ponta de um imenso iceberg. O governo local sequer calculou o tamanho da conta dos serviços que deveriam ser executados pelas construtoras. Mas já é certo que a fatura vai aumentar. Sem grandes eventos marcados para a arena, o GDF perde também uma importante fonte de renda para a manutenção do gramado do estádio (foto em destaque), um custo mensal acima de R$ 64,5 mil. As produções que ocupavam o campo, tanto partidas de futebol quanto shows, tinham a contrapartida de reparar o tapete verde. Agora, a tarefa sobra para a gestão Rollemberg (PSB), que alega problemas de caixa desde 1º de janeiro de 2015, quando foi empossada. O rombo aumenta e o maior elefante branco da Copa 2014 agoniza.

Não bastassem as informações de que os cofres públicos foram saqueados durante a obra do estádio batizado com seu nome, agora vem a notícia de que os restos mortais do craque da Seleção Brasileira simplesmente desapareceram. Onde estiver, Mané Garrincha deve estar se revirando.

Leve 2, pague 6
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, parece disposto a não dar arrego à família Neves. Nas delações da JBS, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) é acusado de ter recebido propina de R$ 2 milhões. Janot multiplicou o valor por três. Aécio e sua irmã-já-presa Andrea terão que restituir os cofres públicos em R$ 6 milhões. A multa ainda pode aumentar, e Janot aguarda o pedido de prisão do parlamentar, já apresentado por ele ao STF, ser analisado.

Afeito aos churrascos de fim de semana, o brasiliense anda preocupado. Nas redes sociais, tem gente quebrando a cabeça para saber como boicotar a J&F, holding cuja chefia revelou pagamento de propina a torto e a direito para garantir o sucesso nos negócios. O grupo é simplesmente dono de todos os itens que formam o cenário ideal para um churrasco descontraído à beira da piscina. Eles não produzem só carnes, mas também chinelos e cremes de cabelo usados pelos frequentadores, produtos para lavar a louça deixada para trás e até os sucos e iogurtes que ajudam a matar a ressaca. Assim, o jeito vai ser viver de pão com vinagrete.

Tirando da reta
Ao fim dessa semana, a inimiga política nº 1 do governador Rollemberg (PSB), a distrital Celina Leão (PPS), contava com seis das oito assinaturas necessárias à abertura de uma CPI na Casa para apurar as doações da JBS ao socialista. Nos bastidores, alguns parlamentares temem apontar o dedo e, depois, serem eles próprios alvos de denúncia. É que a JBS contribuiu com candidatos brasilienses em todas as campanhas eleitorais desde 2006: foram R$ 3 milhões em doações eleitorais só para o DF.

Arrependimento dá direito à restituição do valor pago? Segundo o TJDFT, não. Ao menos essa foi a decisão da Justiça brasiliense ao negar o pedido de uma mulher que não gostou do resultado de sua tatuagem. Além do dinheiro de volta - R$ 200 -, a cliente queria que o profissional arcasse com a remoção do desenho. Mas a 1ª Turma Recursal avaliou não ser possível constatar má qualidade do serviço a partir da fotografia apresentada pela mulher, "o que realmente leva a crer que a parte autora se arrependeu", embora tenha consentido antes com o esboço e não tenha pedido retoques. O jeito será assumir a tatoo e o preju.

Falou demais
A militância reunida no 6º Congresso Nacional do PT, na noite de quinta-feira (1º/6), em Brasília, ficou impressionada com a longa fala da ex-presidente Dilma Rousseff. A maioria dos discursos durou menos de cinco minutos. Já Dilma ficou o dobro do tempo com o microfone em mãos. Tentava explicar o que levou à perda do seu mandato. Nem o ex-presidente Lula conseguiu prestar atenção: enquanto ela discursava, ele conversava ao pé do ouvido com outros petistas e dava risadas.

Fica aqui do ladinho
Ainda no Congresso do PT, o cerimonial cometeu uma gafe. Os organizadores esqueceram de anunciar a presença do senador Lindbergh Farias (RJ) e chamá-lo para ocupar o lugar das autoridades. A militância não perdoou: "Chama Lindbergh, chama Lindbergh". A senadora Gleisi Hoffmann (PR), que deve ser a próxima presidente nacional da sigla, quebrou o protocolo e foi ao socorro do colega (e do cerimonial), chamando o carioca para ficar ao seu lado pelo resto do evento.

O perigo está lá fora
Com o país impactado pelos desdobramentos da Lava Jato, o senador Telmário Mota (PTB-RR) decidiu usar seu tempo de discurso em plenário, em maio, para fazer um alerta: um planeta chamado Nibiru X7 estaria prestes a colidir com a Terra. "No choque, dois terços da humanidade perecerá e outros dois terços morrerão de fome e doenças", informou (assista ao vídeo abaixo). Uma eleitora mandou o aviso ao parlamentar por e-mail e disse que ele se baseia em estudo da Nasa. Na dúvida, Telmário decidiu fazer logo o discurso, e mandou sua equipe checar a veracidade do fato. Até agora, ninguém sabe no que deu a apuração.

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